Inoperância no transporte escolar da Zona Rural em Cajazeiras, mãe denuncia que alunos estão voltando a pé da escola.

Por - 25 de outubro de 2018 - 18:55

Conforme denúncia, uma mãe da Zona Rural de Cajazeiras pede a volta regular dos ônibus. Ela afirma que situação está assim há meses.

Inoperância no transporte escolar da Zona Rural em Cajazeiras, mãe denuncia que alunos estão voltando a pé da escola.

Vem repercutindo desde o início da tarde de hoje, quinta-feira (25/10/18) através de matéria veiculada na imprensa local, o clamor das mães da Zona Rural de Cajazeiras, que juntamente com seus filhos (menores e estudantes da Rede Municipal de Educação) estão enfrentando um grave problema com a falta dos transportes públicos nas comunidades do sítios Angelim e Gadelha (pertencentes a Cajazeiras).

Segundo relato de uma das mães que fez a denúncia, os alunos, em sua maioria crianças de 06  a 09 anos, vem de carona no ônibus dos estudantes do Distrito de Boqueirão que as deixa em determinado ponto, mais precisamente no Assentamento Frei Damião; assim sendo as crianças moradoras do Angelim e do Gadelha, andam a partir daí mais de 4 quilômetros a pé, para conseguirem chegar em casa.

É mais um ponto negativo do completo descaso da edilidade pública municipal, que na pessoa do prefeito Zé Aldemir, trata com pouco caso a Educação de nossas crianças e a garantia de um direito essencial, garantido pela Constituição Federal, a qual em seu Artigo 205, define claramente em que bases deve ser cumprida a Lei:

” A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Ainda sobre a garantia do direito à uma Educação pública e de qualidade,  a lei é muito clara quando afirma segundo o ECA  em seu artigo 53 que:

“[…] a criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho”.

Nesse sentido, a lei assegura:

  • Igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
  • Acesso a escola pública e gratuita próxima de sua residência.

Ora, se as crianças do nosso município, já moram em comunidades rurais, obviamente distantes das escolas situadas na sede, o mais justo (e que lhes é de direito previamente garantido pelas legislações que as amparam) é que as condições de deslocamento para as escolas sejam garantidas com operância, segurança e regularidade. Sem desculpas esfarrapadas de quem faltam peças. Porque sim, há recursos disponíveis em valor suficiente para a manutenção destes veículos em perfeito estado de conservação, com a realização de manutenção periódica. Acorde Sr. prefeito, não é caridade, não é benemerência, é direito legítimo e inalienável das nossas crianças. Cumpra ao menos uma das leis, já que o piso aos professores, não se dispõe mesmo a pagar!

Esta semana, uma comissão formada por vereadores oposicionistas de Cajazeiras, esteve em visita de monitoramento junto à garagem dos transportes públicos e pôde verificar in loco, uma significativa quantidade de veículos parados por falta de manutenção e apresentando defeitos mecânicos, em sua maioria sucateados, esperando uma “suposta chegada de peças” há meses. Dentre estes , segundo informações prestadas pelo próprio diretor geral da garagem, Eurizete Vieira, estão cinco (5) ônibus escolares.

Apesar das sucessivas denúncias nos veículos de comunicação o prefeito insistente que é em tapar o Sol com peneira fina, se apodera dos microfones das rádios para desmentir que o caos esteja instaurado em sua gestão. Não adianta! O povo, vê, sabe e fala sobre tudo isto, nas ruas, nas calçadas, nos bares e nas redes sociais. As notícias do mal sempre tiveram e terão maior alcance que aquelas sobre o bem.

Da Redação.

 

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