“É um luto que vinha sofrendo há três anos”, diz viúva de delegado

Por - 13 de agosto de 2018 - 10:13

Delegado estava em um mercadinho quando esbarrou com ex-vereador, que aguardou a saída do cearense do local e atirou duas vezes

“É um luto que vinha sofrendo há três anos”, diz viúva de delegado

O policial foi baleado na cabeça e no tórax, em junho de 2015 (Foto: Reprodução).

O policial foi baleado na cabeça e no tórax, em junho de 2015 (Foto: Reprodução)

Foi velado na noite deste domingo, 12, o corpo do delegado Leonardo Machado da Costa de Souza Carvalho, de 40 anos. Ele morreu neste sábado, 11, e estava em estado vegetativo desde junho de 2015, quando foi alvejado a tiros na cidade de Uiraúna, no sertão da Paraíba. Acusado do crime, o ex-vereador e comerciante Ivamar de Paiva Barreto foi condenado a 13 anos de prisão pelo crime.

Leonardo é cearense e era delegado do Grupo Tático Especial da Polícia Civil da Paraíba. Ele foi baleado em emboscada após ter esbarrado com o acusado dentro de um mercadinho. Ivamar aguardou a saída da vítima do local e, conforme a sentença judicial, atirou contra o delegado. A vítima foi atingida por disparos no tórax e na cabeça.

No momento do crime, o delegado estava acompanhado da mãe e dos filhos. Após o crime, Leonardo foi levado para Fortaleza e passou os últimos anos internado no Hospital da Unimed. O laudo médico apontava quadro neurológico de caráter irreversível. O acusado foi julgado por tentativa de homicídio.

O velório ocorreu nesta noite, na Ethernus, no bairro Dionísio Torres. Família e amigos de Leonardo estiveram presentes. A viúva da vítima, Priscila Dummar, conta que foram três anos de dificuldades devido ao quadro de saúde que apresentava o marido.
“É um luto que eu vinha sofrendo há três anos, porque eu não tinha mais o antigo Leonardo. E agora é o luto completo”, contou.
Familiares descreveram Leonardo como “culto e dedicado ao trabalho”. “Ele foi assassinado de forma covarde. Era um homem ótimo, tinha personalidade muito aberta a todo tipo de diálogo. Religioso, fazia orações diárias antes de qualquer expediente”, afirma o médico Francisco Machado, tio da vítima.
Durante o período de coma, apesar do difícil quadro de saúde, a família alimentava a esperança de um milagre. O também tio, Ronald Machado, comenta que “colocava as esperanças em Deus”, mas “quando Deus quer nós temos que acatar a ordem maior”.
Filhos
Sobre os filhos, Priscila conta que como eram muito pequenos na época do crime “não têm completa noção” do acontecido. Leonardo deixa a esposa e os filhos de cinco e seis anos.
A missa de corpo presente acontece na Funerária Ethernus, nesta segunda-feira, 13, às 9 horas. O sepultamento será no cemitério São João Batista, no Centro, às 10h30min.
Fonte:https://www.opovo.com.br/noticias/fortaleza/2018/08/e-um-luto-que-vinha-sofrendo-ha-tres-anos-diz-viuva-de-delegado.html

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