Busca por submarino argentino desaparecido envolve dez países!

Por - 22 de novembro de 2017 - 02:51

San Juan desapareceu há seis dias, quando ia para Mar del Plata. Preocupação maior é com a reserva de oxigênio para 44 tripulantes.

Busca por submarino argentino desaparecido envolve dez países!

Dez países estão empenhados na busca ao submarino argentino San Juan, que desapareceu há seis dias no Atlântico. A maior preocupação é com a reserva de oxigênio a bordo.

A terça-feira (21) começou com esperança para as famílias dos tripulantes do San Juan. Botes salva-vidas e sinalizadores foram encontrados na área de buscas pelo submarino, desaparecido há seis dias. Mas, logo depois, o porta-voz da Marinha argentina desmentiu que eles pertencessem ao San Juan.

Os parentes continuam acreditando que tudo vai acabar bem. O San Juan desapareceu no dia 15 de novembro quando navegava de Ushuaia para Mar del Plata. Na sua última posição conhecida, a embarcação estava no mar argentino, a 460 quilômetros de Puerto Deseado.

O San Juan é um dos três submarinos da frota argentina, de fabricação alemã. Tem 65 metros de comprimento, sete de largura e leva 44 tripulantes, entre eles, a primeira mulher submarinista da América do Sul, Eliana Maria Krawczyk, de 34 anos.

Navios e aviões da Argentina e de outros nove países participam das operações em uma área de aproximadamente 500 mil quilômetros quadrados: uma região com ondas de até sete metros e ventos de 80 quilômetros por hora.

O espaço interno de um submarino convencional é apertado, espremido. Por isso, em caso de emergência, a tripulação tem que estar muito bem treinada para evitar atropelos. E em uma grande emergência ou em uma situação de perigo real, o que a maioria das pessoas quer saber é quanto tempo de oxigênio a tripulação dispõe enquanto o submarino está no fundo do mar, e não consegue vir à tona. Nesse caso, a tripulação tem que ficar de olho em dois medidores, no de gás carbônico e no de oxigênio.

“Não é possível responder com exatidão. O que podemos inferir, a partir das experiências e dos projetos usuais nos padrões convencionais, é que esse parâmetro deve ser em torno de duas semanas”, explicou o comandante do submarino Timbira, capitão de fragata Leonardo Braga Martins.

Desastres com submarinos não são comuns. O último grande caso aconteceu há 17 anos. Em agosto do ano 2000, o submarino nuclear Kursk, considerado o orgulho da Marinha Russa, afundou no mar de mar de Barents depois de uma explosão interna, matando os 118 tripulantes a bordo.

Uma das maneiras de escapar de um submarino com problemas é usando uma roupa especial que ajuda a flutuar. Em maio de 2014, o repórter Ari Peixoto participou de uma operação simulada, em uma profundidade de 20 metros.

“Existem registros de escape durante exercícios que excederam a profundidade de 150 metros. Mas a medida em que o escape ocorra em profundidades maiores, os riscos das doenças descompressivas ao atingir a superfície se tornem maiores”, disse o comandante Leonardo Braga Martins.

O tempo na região das buscas está melhorando, o que pode facilitar a localização do San Juan.

“Sempre com a esperança de que eles possam ser salvos e possam regressar para suas casas em segurança”, declarou o comandante.

G1

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